Que a vida não vale num mundo como este.
Ela diz que não há esperança,
Pois não é satisfatório viver de ilusão
Mas, eu já não vivo?
Todos os dias diante dos diferentes meios,
Diferentes pessoas ficam diante
De minhas diferentes personalidades.
E isso é tão natural!
Essa voz que me fala deve calar.
Quero silenciá-la com meu sono,
Mas nos sonhos ela também me ecoa nos ouvidos.
Tento concentrá-la em qualquer coisa produtiva,
Ou numa rotina, ou fixá-la em qualquer enredo
Que me distraia,
Mas ela não me deixa nunca
E faz de meus dias um inferno imutável.
Eu a odeio por privar-me da vida.
Ouço uma gargalhada
E ela me diz que é a vida,
Tentando me enganar
E me fazer matá-la.
E eu sou enganada sempre,
Por sufocá-la com a indiferença –
Exatamente como ela quer.