se entrelaçavam fervorosamente
e na mistura de seus hálitos,
o cheiro e o gosto ferroso do sangue
lhes era maravilhoso.
Cada qual sugava o veneno
do outro como se fosse vida;
e cada vez mais se envenenavam
voluntariamente em sua própria volúpia.
Insistentes, degustavam um ao outro
morrendo lentamente a cada toque;
a dor lancinante da sua lascívia
não os intimidava e
mesmo sua lassidão
não os fazia parar:
o sofrimento os mordia e rasgava,
o prazer os lambia e sugava.
O veneno escorria a cada gota de suor
que se amargava no deleite doce
de sua lastimável escravidão.
O bote havia sido dado,
agora rastejariam como serpentes.