“I Can Resist Everything except Temptation”

Oscar Wilde

BREVES COMENTÁRIOS SOBRE “CRIME E CASTIGO”

Filed Under (livros) by Tânia on 11-04-2003

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CrimePunishment Resenhar um clássico como “Crime e Castigo” me parece ser uma tarefa tão difícil quanto pretensiosa, mas a obra me causa um fascínio tão grande que não pude resistir à tentação de proferir pelo menos algumas palavras a respeito de minhas mais fortes impressões sobre essa obra-prima de separe uns 2 ou 3 paragrafos e divida, fica como um abstract.

            Por ser um texto tremendamente rico, obviamente, muitas questões serão deixadas de lado; aliás, acredito que o livro diz mais do que qualquer comentário que se possa fazer sobre ele; mas, os pontos selecionados chamaram-me, especialmente, a atenção.

            Primeiramente, gostaria de comentar sobre o texto em geral para depois voltar-me para questões específicas, como a relação estabelecida entre racionalidade e emoção (o que estou inclinada a pensar como central na obra), a questão da ambigüidade do personagem Roskólnikof, a culpa, a caridade, o arrependimento do personagem; e uma espécie de resposta ao comentário que algumas pessoas fazem a respeito de Dostoiévski e, em especial, de “Crime e Castigo”, de que seria uma obra deprimente, com o que discordo completamente. Mas, deixemos as introduções e vamos logo ao assunto.

            Começo descrevendo a leitura do romance com as palavras que escrevi poucos momentos depois de finalizá-la: “É uma experiência absurdamente mágica e indescritível”. As cenas são muito intensas, marcantes. Há momentos sufocantes, ansiosos, nervosos, tristes, emocionantes e emocionados. Todos têm em comum o fato de serem incrivelmente belos. Alguns, apesar da relutância, nos levam, inexoravelmente, às lágrimas.

           

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RESENHA: “Preconceito Lingüístico – o que é e como se faz”

Filed Under (livros) by Tânia on 27-05-2002

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A Mitologia do Preconceito Lingüístico

 

     Atualmente existe uma constante luta contra as mais variadas formas de preconceito, afirmando que ele não tem nenhum fundamento racional ou justificativa. Este é apenas o resultado da ignorância, intolerância ou da manipulação ideológica.

    Infelizmente, no que se diz referente à língua, estas lutas não tem sido muito difundidas, pelo contrário, vemos que esse tipo de preconceito tem sido reafirmado principalmente através dos meios de comunicação e instrumentos de ensino.

    É apresentado no livro Preconceito Lingüístico – o que é e como se faz, de Marcos Bagno, a mitologia do preconceito lingüístico, examinando os principais mitos e refletindo para encontrar os meios mais adequados de combater esse preconceito no nosso dia-a-dia e no exercício de nossa profissão como professor de língua portuguesa.

sogros Mito n° 1 – “A língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma unidade surpreendente.

 

  Acredita-se que, no Brasil, a língua portuguesa não apresenta dialetos, que é  mesma em todo  território. Esse mito prejudica a educação, já que ao não reconhecer a diversidade lingüística do país, a escola impõe sua norma lingüística.

    Os brasileiro tem sua língua variando de acordo com  idade,

origem geográfica, situação socioeconômica, grau de escolarização, etc. Isso não só por causa da extensão territorial  do país, mas, principalmente, por causa da trágica injustiça social.

   A Constituição afirma que todos os indivíduos são iguais perante a lei, mas essa mesma lei é regida numa língua que só uma parcela pequena de brasileiros consegue entender. Todos s brasileiros a que ela se refere deveriam te acesso mais amplo e democrático a essa espécie de língua oficial que, restringindo seu caráter veicular a uma parte da população, exclui necessariamente uma outra, talvez a maior.

   Muitas vezes, os falantes das variedades desprestigiadas deixam de usufruir diversos serviços a que têm direito simplesmente por não compreendem a linguagem empregada pelos órgãos públicos.

   O reconhecimento da existência de muitas normas lingüísticas diferentes é fundamental para que o ensino em nossas escolas seja conseqüente com o fato comprovado de que a norma lingüística ensinada em sala de aula é, em muitas situações, uma verdadeira “língua estrangeira” para o aluno que chega à escola proveniente de ambientes sociais onde a norma lingüística empregada no quotidiano é uma variedade de português não-padrão.

   Não se deve confundir “monolingüismo” com a de “homogeneidade lingüística”.

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