“I Can Resist Everything except Temptation”

Oscar Wilde

SUBDESENVOLVIDO NÃO TEM HÍFEN

Filed Under (humor) by Tânia on 11-03-2009

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    Nossos problemas estão resolvidos, subdesenvolvido não tem hífen (se é que um dia teve!), logo não somos subdesenvolvidos, afinal hífen ainda não vai nos faltar com a nova reforma ortográfica, nem regras malucas para sua utilização. Se já era absurdo antes, agora só vieram piorar –“ estamos aqui para complicar” é sempre o lema quando se trata de língua portuguesa, ou ela não se chamaria “portuguesa”…

    Como somos brasileiros, sempre damos um “jeitinho”. Recebi agora um resumo de uma página extremamente esclarecedor, acredita que cabe numa pagininha só? (Confiram em www.g1.globo.com) Vou ajudá-los escrevendo um poeminha:

 

COM JEITINHO

 

Washigton já pode usar KY

Müller que vai aguentar linguiça com frequência.

Ainda dói, mas a ideia é essa.

Eu não apoio, mas a feiura está nos olhos dos que a veem.

Não precisa pôr pelo em ovo.

Você que averigue se faz diferença para você.lingua-de-camoes

 

Tudo bem, o KY eu já sabia usar,

Mas o tracinho no meio do super-homem sempre foi difícil!

Ou põe tudo ou tira tudo

Mas não venham pensar besteira,

Eu estou cá falando só de língua…

Tira na minissaia, tira no pansexual

E coloca sub-humano, assim não dá!

 

Mas não se preocupem,

As demais regras continuam as mesmas,

Ou seja, continuamos tomando no…

(Lembre-se que esta palavra ainda não tem acento!)

 

 

    Agora vamos ao que interessa: quando a Microsoft vai lançar uma nova versão do Word e cobrar caríssimo por ela? Afinal, a gente merece né?

“HISTÓRIA DO AMOR NO OCIDENTE”: SOBRE PAIXÃO E EXPRESSÃO

Filed Under (citações) by Tânia on 09-03-2009

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     “Se a literatura pôde vangloriar-se de ter influído nos costumes da Europa, isso se deve, sem sombra de dúvida, ao nosso mito [Tristão e Isolda]. De maneira mais precisa: à retórica do mito, herança do amor provençal. Não é necessário supor, nesse caso, qualquer poder mágico dos sons e da linguagem sobre nossos atos. A adoção de certa linguagem convencional suscita e favorece naturalmente a eclosão dos sentimentos latentes mais suscetíveis de se exprimirem dessa forma.

    É nesse sentido que podemos perguntar, como La Rochefoucauld: quantos homens se apaixonariam se nunca tivessem ouvido falar de amor?

    Paixão e expressão não são a bem dizer separáveis. A paixão se alimenta daquele impulso do espírito que, aliás, faz nascer a linguagem. Quando ultrapassa o instinto, quando se torna verdadeiramente paixão, ela tende ao mesmo tempo a narrar-se a si própria, seja para se justificar, se exaltar ou simplesmente para se entreter. (O duplo sentido é significativo.) Nesse particular é fácil verificá-lo. Os sentimentos que a elite experimenta, e também a massa, por imitação, são criações literárias, na medida em que certa retórica é a condição suficiente de sua confissão e, portanto, de sua tomada de consciência. Na falta dessa retórica, tais sentimentos certamente existiriam, mas de uma forma acidental, não-reconhecida, a título de extravagâncias inconfessáveis, como se fossem contrabando. mas sempre verificamos que a invenção de uma retórica fazia ativar rapidamente certas potencialidades latentes do coração.”mitologia-eros

DIA DAS MULHERES – “PONHA DETERGENTE, FECHE A TAMPA E RELAXE”

Filed Under (humor) by Tânia on 09-03-2009

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    Se Deus existisse, ele seria testemunha de que eu não queria mais fazer piadas com o Vaticano, mas eles não deixam! Acabei de receber esse link http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u531557.shtml de um amigo que me acusou de roubar as piadas dele no último texto sobre a desexcomunhão!

    Eu poderia deixar só a matéria informativa que a piada já estaria pronta, aliás se pensarmos bem, a própria existência do Vaticano já é uma piada – um velho nazista dando conselhos espirituais para a humanidade! É incrível como as pessoas podem ir a um asilo de pedófilos para terem conforto para suas dores!

    Bem, agora que já garanti minha mansão no 6º. Círculo do Inferno, vamos à matéria. Aqueles velhos malucos tinham que achar alguma coisa que a modernidade trouxe para a mulher que não fosse a pílula ou o aborto ou mesmo o trabalho, afinal, lugar de mulher é em casa parindo filhos, esquentando a barriga no fogão e esfriando na pia! Mas, veja, conseguiram pensar na maravilha da máquina de lavar! Agora não precisa mais esfriar a barriga na pia, afinal, quem é responsável pelo pecado original tem que esquentar para ir se acostumando com o fogo do inferno!

     O título já é incrível – "A Máquina de lavar e a liberação das mulheres –ponha detergente, feche a tampa e relaxe", ou, como diria Marta Suplicy, “relaxa e goza”!

     Eu sempre vou admirar a criatividade imaginativa dos religiosos! Eles conseguem usar um machismo descarado para fazer uma homenagem ao dia das mulheres! Quando vejo essas coisas tenho certeza de que eles não acreditam nessas bobagens que inventaram, mas sim, fecham seus quartos banhados a ouro no fim do dia e dão risada, pensando “continuamos enganando esses trouxas há séculos! hihihi”. É tudo sarcasmo! Puro e simples! Eles são geniais!

     E veja só o refinamento da ironia, evocam uma frase de uma estúpida… digo, feminista, dos anos 60 falando do "o momento sublime de poder trocar a roupa de cama duas vezes por semana em vez de uma só"! Não vou nem fazer comentários sobre as feministas, a frase fala por si só…

     A voz do povo é a voz de deus!

Maquina de lavar

SHAKESPEARE – SONNET XLVII

Filed Under (tradução) by Tânia on 04-03-2009

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Betwixt mine eye and heart a league is took, (a)< ?xml:namespace prefix = o />
Entre meu olho e coração uma aliança é formada,
And each doth good turns now unto the other. (b)
E cada benefício de um volta-se agora para o outro.
When that mine eye is famish'd for a look, (a)
Quando meu olho está faminto por um olhar,
Or heart in love with sighs himself doth smother, (b)
Ou o coração apaixonado com suspiros ele mesmo a ambos sufoca,
 
With my love's picture then my eye doth feast (c)
Com o retrato de meu amor então a ambos banqueteia
And to the painted banquet bids my heart. (d)
E para o banquete pintado meu coração convida.
Another time mine eye is my heart's guest, (c)
Outra vez meu olho é convidado de meu coração,
And in his thoughts of love doth share a part. (d)
E em seus pensamentos de amor ambos tomam uma parte.
 
So, either by thy picture or my love, (e)
Assim, tanto por teu retrato ou meu amor,
Thyself away [art] present still with me; (f)
Tu mesmo longe estás ainda presente comigo;
For thou [no] farther than my thoughts canst move, (f)
Pois tu não podes mover-te para mais longe que meus pensamentos
And I am still with them, and they with thee. (e)
E eu estou ainda com eles, e eles contigo.
 
Or, if they sleep, thy picture in my sight  (g)
Ou, se eles adormecem, teu retrato em minha visão
Awakes my heart to heart's and eye's delight. (g)

                                                                                      Desperta meu coração para o deleite do coração e do olho.soneto

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